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MEU NOVO BLOG

As pessoas não têm conseguido comentar aqui... =(

Por isso criei um novo BLOG:

http://www.sousachet.blogspot.com

Espero vcs lá na minha nova casa.

Bjos
Juliana Hollanda

beijar-te

Quero te beijar de olhos bem abertos
no deserto incerto dessa noite de neblina em fuga
olhar para as estrelas nos teus olhos
sentir o som do seu amor
no calor desconcertante da tua saliva
em contato com a minha.

Tua boca,
teus lábios nos meus
o sol circunflexo da textura da tua pele
tuas mãos na estampa da minha camiseta.

Estou de vestido e desejo tuas pernas nas minhas coxas
movimento circular que escorre
sobe desce e
faz de mim um escorrega...

[Tobogã]

Sobe a escada e se joga
desce por entre meus seios
descobre o vão da minha barriga
observa o movimento de gangorra dos nossos abraços
em zig-zag
para cima e para baixo...
venha para o meu ventre,
mergulha em mim,
golfinho estapafúrdio que tanto quero
encontra os sentimentos que escondi para ti
no meu mar de vontades.

Eu quero beijar te de olhos bem abertos
para ver toda a movimentação de nossos corpos...

Beijar-te de olhos abertos para filmar...
Beijar-te de olhos abertos para guardar
as sensações fotografadas na minha retina

Beijar-te de olhos abertos...
Beijar-te até morrer de amor
Beijar-te.

Beijar você sem dar atenção para o tempo,
tempo, tempo, tempo, tempo, tempo....

Te beijar agora que o infinito dobrou a esquina
Te beijar agora na margem do rio
navegando sobre gôndolas de incerteza
Te beijar agora na frieza do passar das horas...

Agora que
não sei mais
o caminho de casa
te beijar sem hora.

eu

Escrevo umas coisas
meio loucas
muito poucas
quase loucas
sempre tontas...

Palavras tortas!

tentativas...

Hoje acordei com asas
Minhas mãos transformadas
Meu braço coberto de penas
Minha boca, um bico
Eu inteira
Um enorme pássaro em extinção
Minhas cores diferentes

Eu um todo novo
Consegui então voar
Para ver as coisas de outro ângulo
Outras formas

Sem saber falar, ler escrever como os humanos
Desmantelada e desistida
Só me resta voar desgovernada pela cidade

Um excesso de tentativas sem sucesso
Até conseguir flutuar pelo espaço
Sem freio
Observando coisas de outro ângulo

O mar visto de cima é tão bonito...
A imensidão azul vibrante dá medo de cair e afogar

Passo pela sua casa
Espio pelas janelas
Você sozinho assiste tv
Não me parece muito interessado...
Tento decifrar seu pensamento
Sem palavras a conseguir dizer
Entristeço-me
Uma lágrima escorre distraída pelo agora meu rosto de pássaro

Você não percebe que eu estou chorando, mas vem até a hjanela e me faz companhia.
Acende um cigarro
Sinto seu cheiro
Tento entender as palavras que você joga sem rumo no ar...
Elas reverberam,
Mas pássaros não sabem falar frases humanas
E fico incapacitada de entender seus balbucios...

Eu ainda não esqueci que até ontem era mulher sem asas
Que era sua quando os humores estavam a meu favor
Por dentro ainda possuo sentimentos de humano,
Por fora sou pássaro.

Dentro ainda sou meu eu esquecido no dia de ontem, sem ti
Fora, nada mais que representação...
Dentro,
Ebulição de sentires que me faz cachoeira
Fora,
Aquele riacho morno e parado da terra improdutiva.

Quando eu era humana,
Não tinha sua companhia por uma tarde inteira
Hoje você continua aqui ao meu lado,
Pensativo na janela...

Pássaros não fumam fora dos desenhos animados,
Meu desejo é te pedir um cigarro mesmo que eu não saiba o que é
Não saberia tragar,
Nem como segurar...

Queria ser essa tarde uma companhia menos estática e invisível para você

Para mim está boa essa dicotomia de só poder ser sua quando não existo,
Não tenho do que reclamar...
Eu que quis,
Eu quis...
Eu pedi para ter asas,
Eu escolhi voar...
E consegui sua companhia por uma tarde inteira.
Centopéia rastejo com pés descalços.
Sem sapatos,
Pés deixam pegadas pelo caminho.

Carinho,
Marcas,
Odores,
Paixão furta-cor...

Amor,
Tosse,
Participações especiais,
Falta de espaço...

Beijo The end sem fim
Ilusão
Continuidade
Cegueira
Contraponto
Composição...

Teu beijo Saliva Sabores
Você aqui comigo
Desejo Saudade
Sim!

Solidão só frio
sofro sólida
solidez desgastada em revistas de fofoca
solitude solfejada em desafino

Secretamente só,
estou esperando pela volta de um fantasma assombrado
talvez deixe de te amar
fique só,
sem sofrer.

Sinto frio só na solidão.

essência

No off-white componho a sinfonia de agudos tons de preto.

Será possível provar beijos sabor amendoim quando o céu é cor-de-rosa sono?
Acontecer possibilidades quando hoje acordei verde?
Onde estará o azul que Royal estabiliza o humor e turquesa ilumina olhares?
A manhã é vermelha para espantar o frio?

Eu quero estar lilás, roxa e amarela.
Aquecida...

Não agüento mais esquisitices e nem mais essa solidão monocromática.

pequeninos

Face da faca
Corta a foice
Lado
foco.

=^..^=

Fácil estranha
face da idade
vinda nicotina
te amo;
fui!

=^..^=

Feliz idade
faz anos que não te vejo
fica difícil esconder as rugas.

=^..^=

Fome falsa
fatalidade estomacal
vomitou tripas,
desolação,
amor e torta de maça.

=^..^=

Falhou o gatinho na hora do tiro
miou o gato na hora da sorte
continua vivo em polvorosa.

vida bandida

Leminski me diz mais uma vez que:
“querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar...ALÉM.”

Folheio páginas de um livro novo e longínquo repleto de poemas de amor.

Estou há tanto tempo
sem parar pra escrever
que o inusitado me consome
nos sorrisos que vejo
e não são pra mim.

Escrevo sem vírgulas...
não desejo parar.
Respirar?
seria perda de tempo.

Faz frio...
é longa a espera
a noite chega mansa
a dor está curada,
minhas costas ainda latejam...

Estar sóbria custa
estou pensativa
desejo escrever versos de “amar-é”
estou segura,
a vontade vem,
mas você...
não volta.

Sinto falta
o calor é fraco
A morte?
forte!

Todos estamos só de passagem por aqui.

Espelho de ilusão e mágica

Reflexos tontos...
música de cabaré me arranha por dentro da barriga
como um bebê abandonado abandona os sentimentos
que não sabem se vestir
[mal comportados]
em desnível com a realidade choram esquisitos
na escuridão da noite desvairada.