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MEU NOVO BLOG

  • Oct. 6th, 2006 at 6:27 AM
As pessoas não têm conseguido comentar aqui... =(

Por isso criei um novo BLOG:

http://www.sousachet.blogspot.com

Espero vcs lá na minha nova casa.

Bjos
Juliana Hollanda

beijar-te

  • Oct. 4th, 2006 at 4:03 PM
Quero te beijar de olhos bem abertos
no deserto incerto dessa noite de neblina em fuga
olhar para as estrelas nos teus olhos
sentir o som do seu amor
no calor desconcertante da tua saliva
em contato com a minha.

Tua boca,
teus lábios nos meus
o sol circunflexo da textura da tua pele
tuas mãos na estampa da minha camiseta.

Estou de vestido e desejo tuas pernas nas minhas coxas
movimento circular que escorre
sobe desce e
faz de mim um escorrega...

[Tobogã]

Sobe a escada e se joga
desce por entre meus seios
descobre o vão da minha barriga
observa o movimento de gangorra dos nossos abraços
em zig-zag
para cima e para baixo...
venha para o meu ventre,
mergulha em mim,
golfinho estapafúrdio que tanto quero
encontra os sentimentos que escondi para ti
no meu mar de vontades.

Eu quero beijar te de olhos bem abertos
para ver toda a movimentação de nossos corpos...

Beijar-te de olhos abertos para filmar...
Beijar-te de olhos abertos para guardar
as sensações fotografadas na minha retina

Beijar-te de olhos abertos...
Beijar-te até morrer de amor
Beijar-te.

Beijar você sem dar atenção para o tempo,
tempo, tempo, tempo, tempo, tempo....

Te beijar agora que o infinito dobrou a esquina
Te beijar agora na margem do rio
navegando sobre gôndolas de incerteza
Te beijar agora na frieza do passar das horas...

Agora que
não sei mais
o caminho de casa
te beijar sem hora.

eu

  • Oct. 3rd, 2006 at 6:05 PM
Escrevo umas coisas
meio loucas
muito poucas
quase loucas
sempre tontas...

Palavras tortas!

tentativas...

  • Oct. 3rd, 2006 at 2:27 PM
Hoje acordei com asas
Minhas mãos transformadas
Meu braço coberto de penas
Minha boca, um bico
Eu inteira
Um enorme pássaro em extinção
Minhas cores diferentes

Eu um todo novo
Consegui então voar
Para ver as coisas de outro ângulo
Outras formas

Sem saber falar, ler escrever como os humanos
Desmantelada e desistida
Só me resta voar desgovernada pela cidade

Um excesso de tentativas sem sucesso
Até conseguir flutuar pelo espaço
Sem freio
Observando coisas de outro ângulo

O mar visto de cima é tão bonito...
A imensidão azul vibrante dá medo de cair e afogar

Passo pela sua casa
Espio pelas janelas
Você sozinho assiste tv
Não me parece muito interessado...
Tento decifrar seu pensamento
Sem palavras a conseguir dizer
Entristeço-me
Uma lágrima escorre distraída pelo agora meu rosto de pássaro

Você não percebe que eu estou chorando, mas vem até a hjanela e me faz companhia.
Acende um cigarro
Sinto seu cheiro
Tento entender as palavras que você joga sem rumo no ar...
Elas reverberam,
Mas pássaros não sabem falar frases humanas
E fico incapacitada de entender seus balbucios...

Eu ainda não esqueci que até ontem era mulher sem asas
Que era sua quando os humores estavam a meu favor
Por dentro ainda possuo sentimentos de humano,
Por fora sou pássaro.

Dentro ainda sou meu eu esquecido no dia de ontem, sem ti
Fora, nada mais que representação...
Dentro,
Ebulição de sentires que me faz cachoeira
Fora,
Aquele riacho morno e parado da terra improdutiva.

Quando eu era humana,
Não tinha sua companhia por uma tarde inteira
Hoje você continua aqui ao meu lado,
Pensativo na janela...

Pássaros não fumam fora dos desenhos animados,
Meu desejo é te pedir um cigarro mesmo que eu não saiba o que é
Não saberia tragar,
Nem como segurar...

Queria ser essa tarde uma companhia menos estática e invisível para você

Para mim está boa essa dicotomia de só poder ser sua quando não existo,
Não tenho do que reclamar...
Eu que quis,
Eu quis...
Eu pedi para ter asas,
Eu escolhi voar...
E consegui sua companhia por uma tarde inteira.

Oct. 3rd, 2006

  • 2:26 PM
Centopéia rastejo com pés descalços.
Sem sapatos,
Pés deixam pegadas pelo caminho.

Carinho,
Marcas,
Odores,
Paixão furta-cor...

Amor,
Tosse,
Participações especiais,
Falta de espaço...

Beijo The end sem fim
Ilusão
Continuidade
Cegueira
Contraponto
Composição...

Teu beijo Saliva Sabores
Você aqui comigo
Desejo Saudade
Sim!

  • Oct. 3rd, 2006 at 2:25 PM
Solidão só frio
sofro sólida
solidez desgastada em revistas de fofoca
solitude solfejada em desafino

Secretamente só,
estou esperando pela volta de um fantasma assombrado
talvez deixe de te amar
fique só,
sem sofrer.

Sinto frio só na solidão.

essência

  • Oct. 3rd, 2006 at 2:01 PM
No off-white componho a sinfonia de agudos tons de preto.

Será possível provar beijos sabor amendoim quando o céu é cor-de-rosa sono?
Acontecer possibilidades quando hoje acordei verde?
Onde estará o azul que Royal estabiliza o humor e turquesa ilumina olhares?
A manhã é vermelha para espantar o frio?

Eu quero estar lilás, roxa e amarela.
Aquecida...

Não agüento mais esquisitices e nem mais essa solidão monocromática.

pequeninos

  • Oct. 2nd, 2006 at 1:15 PM
Face da faca
Corta a foice
Lado
foco.

=^..^=

Fácil estranha
face da idade
vinda nicotina
te amo;
fui!

=^..^=

Feliz idade
faz anos que não te vejo
fica difícil esconder as rugas.

=^..^=

Fome falsa
fatalidade estomacal
vomitou tripas,
desolação,
amor e torta de maça.

=^..^=

Falhou o gatinho na hora do tiro
miou o gato na hora da sorte
continua vivo em polvorosa.

vida bandida

  • Oct. 2nd, 2006 at 1:13 PM
Leminski me diz mais uma vez que:
“querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar...ALÉM.”

Folheio páginas de um livro novo e longínquo repleto de poemas de amor.

Estou há tanto tempo
sem parar pra escrever
que o inusitado me consome
nos sorrisos que vejo
e não são pra mim.

Escrevo sem vírgulas...
não desejo parar.
Respirar?
seria perda de tempo.

Faz frio...
é longa a espera
a noite chega mansa
a dor está curada,
minhas costas ainda latejam...

Estar sóbria custa
estou pensativa
desejo escrever versos de “amar-é”
estou segura,
a vontade vem,
mas você...
não volta.

Sinto falta
o calor é fraco
A morte?
forte!

Todos estamos só de passagem por aqui.

Espelho de ilusão e mágica

  • Oct. 2nd, 2006 at 1:13 PM
Reflexos tontos...
música de cabaré me arranha por dentro da barriga
como um bebê abandonado abandona os sentimentos
que não sabem se vestir
[mal comportados]
em desnível com a realidade choram esquisitos
na escuridão da noite desvairada.

renascer

  • Oct. 2nd, 2006 at 1:12 PM
Esquecer de ontem seria irreal
cante, cante...
Não!
não pare de cantar!

Sem cautela
exponha-se
para viver o melhor até o fim
faça alguma coisa do não sei
aceite o que é desigual para viver
a visão do paraíso...
esquecendo que eu existo em sonhos
lembre logo:
eu!
realidade
sou!

Mergulhar no seu caminho é desejo
juntos cumpriremos nossa sina.

O tempo permitirá
as rebeldias
sem pé no freio escaparemos do acidente
para acelerar de novo
o ritmo da vida.

Thinking

  • Oct. 2nd, 2006 at 1:11 PM
Está escuro
a cadeira vermelha brilha
a retina sobra
a invasão se consome
os arrepios cegam.

Solos de guitarra
cansam meus pulmões...
pulam fantasias da minha cabeça.

reflexo

  • Oct. 2nd, 2006 at 1:09 PM
Sombras
sobra som
escadas audíveis
ecoam degraus esquisitos
sobre mesas espaçadas e sozinhas

somem reverberando
espelhos calados
contradizendo olhares...

Quatro estações

  • Oct. 2nd, 2006 at 1:08 PM
Soprando bolhas de sabão em sonhos
junto lágrimas à ventania.

A chuva cai ao contrário...
o sol se põe,
o arco-íris ilumina a noite magnética.

Irreversíveis estações se calam.

O inverno foi para outras bandas,
a primavera vem ainda tímida...

É hora de se preparar para o verão
no ano em que não tem mais outono.

Lie with Me (2005) - Deite comigo (filme)

  • Sep. 29th, 2006 at 5:26 PM
Leila: De quatro pela primeira vez eu me lembrei que havia todo aquele cabelo na minha boca.Eu não pensei que fosse isso que eu ia sentir e o cara continuava se forçando no meu rosto e dizendo "por favor, por favor, por favor." Ele parecia uma menininha... Eu não sabia que se eu fechava meus olhos ou os mantinha abertos, mas foi tudo tão rápido. Foi um flash. Eu olhei prá cima e ví a cabeça dele se movendo e eu soube que ele estava feliz porque ele continuava falando meu nome. "Leila, Leila, Leila." A mão dele saiu da minha nuca e você sabe o que eu fiz? Me levantei e corri. Foi isso o que eu pensei em fazer. Eu continuei correndo, correndo e correndo. Eu corri tão rápido e isso fez meu coração pegar fogo. Meu coração doía... como se eu tivesse torcido um músculo.

Downtown train -Tom Waits

  • Sep. 29th, 2006 at 5:24 PM
Outside another yellow moon
Has punched a hole in the night time mist
I climb through the window and down to the street
I’m shining like a new dime
The downtown trains are full
Full of all them brooklyn girls
They try so hard to break out of their little worlds

You wave your hand and they scatter like crows
They have nothing that’ll ever capture your heart
They’re just thorns without the rose
Be careful of them in the dark
Oh if I was the one you chose to be your only one
Oh baby can’t you hear me now, can’t you hear me now

Will I see you tonight on a downtown train
Every night, every night it’s just the same
On a downtown train

I know your window and I know it’s late
I know your stairs and your doorway
I walk down your street and past your gate
I stand by the light of the four way
And watch them as they fall, oh baby
They all having their heart attacks
They stay at the carnival
But they’ll never win you back

Will I see you tonight on a downtown train
Every night, every night it’s just the same
You leave me lonely
Will I see you tonight on a downtown train
All my dreams, all my dreams fall like rain
On a downtown train

Will I see you tonight on a downtown train
Every night, every night it’s just the same

Will I see you tonight on a downtown train
All my dreams, all my dreams fall like rain
On a downtown train
On a downtown train
All my dreams fall like rain
On a downtown train

Hey Jack Kerouac-10,000 Maniacs

  • Sep. 29th, 2006 at 5:01 PM
Hey Jack Kerouac, I think of your mother and the tears she cried, she cried for none other than her little boy lost in our little world that hated and that dared to drag him down. Her little boy courageous who chose his words from mouths of babes got lost in the wood. Hip flask slinging madman, steaming cafe flirts, they all spoke through you.
Hey Jack, now for the tricky part, when you were the brightest star who were the shadows? Of the San Francisco beat boys you were the favorite. Now they sit and rattle their bones and think of their blood stoned days. You chose your words from mouths of babes got lost in the wood. The hip flask slinging madman, steaming cafe flirts, in Chinatown howling at night.
Allen baby, why so jaded? Have the boys all grown up and their beauty faded? Billy, what a saint they've made you, just like Mary down in Mexico on All Souls' Day.
You chose your words from mouths of babes got lost in the wood. Cool junk booting madmen, street minded girls in Harlem howling at night. What a tear stained shock of the world, you've gone away without saying goodbye.

Nova língua

  • Sep. 29th, 2006 at 1:30 PM
Conversa descontrol,
comportamento ao cubo control 10.

Vou inventar gírias,
novas palavras pro vocabulário
dessa ausência triste que concreta
me completa.

Ausência na saudade doce do teu carinho,
na vontade de contar borboletas no Jardim Botânico...

Pensamento ressucitado
na angústia simples
de contar estrelas...

Sentimento ansioso
na vontade calculada de um beijo

Sanidade mental controlada
pela vontade sóbria de dormir
contando letras
no dicionário invisível
que ainda não escrevi
com as nuances do nosso
amor na ponta do lápis.

Ontem...

  • Sep. 29th, 2006 at 1:27 PM
Ontem dormi leve
os medos que sufocavam minha garganta
derreteram com uma só palavra

Eu percebi que ainda há chance de ficarmos juntos,
por isso eu acordei feliz...

Todos os quereres dissolvidos
em cacos contraditórios,
voltaram a ser possibilidade...

Como um beijo seu
voltou a ser certeza
com apenas uma palavra.

Minha vontade brilhou como estrela no mar
todo o desejo de ti fez lua do meu coração...

Os olhares incertos,
as flechas,
as mãos,
as sobreposições,
texturas...

Tudo aterrisou no encanto
da varinha de condão
daquelas horas de magia e festa.

Tudo que perdido
escondia-se em cantos contrários...
Tudo o que empoeirava-se na estante
tudo o que secreto descontrolava minha inspiração
foi achado e
voltou
em apenas uma palavra:

-Vem!

Cabelereiro

  • Sep. 27th, 2006 at 3:13 PM
Pequenos cacos de vidro atravancam o caminho azul de pensamentos
Sortidos sentimentos mornos desgastados pelo vento revolvem os cabelos revoltados de loiro-angústia e castanho-ingratidão.

É tudo uma só descoloração progressiva.